O SILÊNCIO DE DEUS

Quanto mais se diz que conhece a Deus, menos sábio se é. Este é o mal da maioria dos religiosos. Esta é a realidade de quase todo evangélico. Estuda-se teologia, faz-se Ciência das Religiões, conclui-se o mestrado, gradua-se em Ph.D. ou D.D., mas, cada vez menos se sabe de Deus. Isto se dá pela presunção de se achar que esta viagem de graduações, estudos sobre Deus e experiências de igreja sejam credenciais para se conhecer Deus.

Daí a facilidade de alguém, sem estas pretensões – na maioria não evangélica ou até cética –, terem as percepções que os religiosos sabedores de Deus não as têm.

Sim! É mais fácil ouvir uma verdade de Deus por lábios não religiosos do que por bocas de muitos “profetas”. Por esta razão, eu vivo atento as vozes que soam dos quatro ventos; e, não somente as que soam dos templos. Assim faço estribado nas palavras de Jesus quando disse que “… se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19.40).

Foi nesta percepção de vozes perceptivas a imperceptível presença de Deus que encontrei nas páginas da Veja de 9 de Setembro de 2009 as palavras de Manoel Carlos citando as frases de um livro, cujo título é o mesmo deste artigo: O Silêncio de Deus. Eis o trecho das palavras de Manoel Carlos e das citações do livro:

“Nós que tanto proclamamos a existência ou a inexistência de Deus e do divino, sentimos de repente, a folhear essas páginas (do referido livro), que Deus fala ao não falar. Que ele se manifesta e se faz visível ao ocultar-se. Que é na escuridão que Ele brilha e ilumina. Recolho nele (o referido livro), para meus possíveis leitores, algumas reflexões enriquecedoras sobre o silêncio de Deus, todas elas de Julien Green (1900-1998)”.

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