SER IGREJA

“… que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” (1 Tm 3.15)

Seria Igreja um clube de irmãos?

Seria Igreja quatro paredes geladas de maldade?

Seria Igreja uma organização levantada em nome de Deus?

Seria Igreja um credo religioso a ser seguido sem questionamentos?

Seria Igreja um prédio onde se freqüenta a fim de se fazer oferendas a uma divindade para dela obter favores?

Seria Igreja uma empresa de lucratividade pessoal ou familiar?

Seria Igreja uma entidade de poder religioso hereditária?

Nunca pensei que um dia teria de admitir a existência de “duas” igrejas. Sempre acreditei na una, única, autêntica e verdadeira igreja de Cristo. Aquela da qual Ele disse “que as portas do inferno jamais prevaleceria contra ela”. Todavia, o que observamos, com exceções é claro, é uma igreja e um evangelho estranho existindo paralelamente a “igreja do Deus vivo”. Daí a minha conclusão de que hoje existem “duas” igrejas. É isto mesmo: escrevo duas entre aspas, porque de fato, pelas Escrituras, só existe uma igreja autêntica. O que denuncio quando escrevo “duas” entre aspas é que estão promovendo uma igreja que não é bíblica, não é cristã, não é comprada com sangue de Cristo, não vivencia a graça de Deus, não prega a salvação pela graça, não aceita o sofrimento como didática divina, fazem de Deus um servo a disposição e crêem num triunfalismo exacerbado e suicida.

A igreja paralela não crê na graça. Ela ensina que é preciso fazer votos e sacrifícios (dar dinheiro) para sermos abençoados por Deus. Ensina que é preciso fazer por merecer para ser atendido por Deus. Ela põe a salvação nas mãos do homem. Ela diz que precisamos fazer a nossa parte para que Deus faça a dele.

A igreja paralela não é bibliocêntrica. Suas mensagens não possuem respaldo bíblico. Suas pregações carecem de hermenêutica e exegese. Seus ensinos são extraídos de experiências pessoais duvidosas. Seus ministros têm mais compromisso com o bolso do que com a Palavra. Sua dinâmica gira em torno do lucro e não da santidade e do compromisso.

A igreja paralela é triunfalista e utópica. Ela não subsiste aos testes mais simples da vida. Ela não resiste na escola do sofrimento e da aflição. Seus membros jamais experimentarão os milagres do deserto. Ela idealiza um futuro inexistente e um amanhã irrealizável.

A igreja paralela carece de ser denunciada. Que os pastores, líderes e comunicadores hodiernos compromissados com a verdade da Palavra de Deus e com o Deus da Palavra proclamem em alto e bom som que há uma igreja estranha e anátema caminhando junto da verdadeira igreja de Cristo Jesus.

Igreja, segundo Jesus, é o grupo dos chamados para fora do sistema deste mundo, que se define como um espírito ideológico coletivo.

Igreja, segundo Jesus, é o engajamento de discípulos como testemunha viva da mensagem do Evangelho até aos confins da terra.

Igreja, segundo Jesus, é a reunião de dois ou três no nome dele em qualquer lugar em qualquer circunstância.

Igreja, segundo Jesus, é o caminho do discípulo neste mundo-cosmos sem se contaminar com o mundo-sistema.

Igreja, segundo Jesus, não é identificável por um número de CNPJ e nem por endereço fixo.

Igreja, segundo Jesus, é o caminho de quem está no Caminho em peregrinação constante e progressiva.

Igreja, segundo Jesus, é ajuntamento dos discípulos para o crescimento no entendimento do Evangelho.

Igreja, segundo Jesus, é a comunhão dos santos para o estímulo mútuo da fé.

Igreja, segundo Jesus, é aquela comunidade estabelecida sobre Ele mesmo, do qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Cuidemos para que não façamos parte da IGREJA PARALELA.

Adriano Moreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *