SER LEVITA

SER LEVITA é ser santificado e separado para carregar a arca do Senhor (1 Cr 15.2). Transportar nos ombros a arca do Senhor era um dever específico dos coatitas (descendentes de coate). Como a arca sempre representou a presença de Deus entre o seu povo, somos chamados a transportar em nós a presença de Deus. Levitas são separados (santificados) para isso. Não podemos esperar que outros façam a tarefa que Deus nos confiou e nos separou para fazer (Jo 14.23; Mt 5.16). Você é um levita?

 

SER LEVITA é ser abnegado e consciente de que sua única herança é o Senhor (Dt 10.8-9).  Quarenta e oito cidades foram dadas por Moisés e Josué aos levitas (Nm 35.1-8; Js 21). A tribo de Levi não recebeu um território regular, conforme sucedeu às demais tribos (Nm 18.20-24; 26.62; Dt 10.9; 18.1,2; Js 18.7). Essas cidades foram selecionadas dentre várias outras tribos, não estando localizadas todas em um mesmo território, mas espalhadas por todo o território de Israel. Entre essas cidades, algumas eram consideradas cidades de refúgio (Nm 35.9-34; Dt 4.41-43). A herança deles era o próprio Senhor. Porém, quanto às suas necessidades físicas, eles contavam com os dizimos, pagos pelo povo. Da mesma forma não podemos esperar recompensa e nem reconhecimento humano pelo nosso serviço na casa do Senhor. Nada tenho contra os “profissionais da música”, mas vejo a música como ministério e dom da graça, não como profissão. Nosso galardão vem do Senhor!

 

SER LEVITA é ser compromissado com a Palavra do Senhor (1 Cr 24.6; Dt 17.18).  Entre as tarefas dos levitas estavam aquelas de preservar, copiar e interpretar a lei mosaica. Esdras como um sacerdote-escriba (Ed 7.6,11,12-26) simbolizava a íntima conexão entre o sacerdócio e a interpretação da oficial da Lei. Isto significa dizer que tanto os pregadores, pastores e comunicadores são levitas, quando do exercício e ministração da Palavra, como todos os demais irmãos que não exer cem tais funções devem posuir um compromisso real, verdadeiro, absoluto, existencial, experimental com a Palavra do Senhor e com o Senhor da Palavra. Caso contrário, não podem ser reconhecidos como levitas.

           

SER LEVITA é ser verdadeiro adorador e profeta da música (1 Cr 25.1-6; 15.16-24). Os líderes cabeças dos levitas músicos eram Asafe, Hemã e Jedutum (1 Cr 25.1-6). Os clãs e descendentes foram distribuídos por sortes, em vinte e quatro turnos, para servirem juntamente com os vinte e quatro turnos de sacerotes e levitas auxiliares (vs.8-31). Os músicos designados para servirem no templo eram: Irmãos (da mesma família), cantores (músicos que tocavam e cantavam com alegria) e peritos (os tinham habilidades específicas nos seus ofícios). Todos eram especialistas  e mestres (1 Cr 15.22; 25.7). Ou seja: encaravam a música como um ministério, e não como um passatempo ou diversão. A função dos cantores-músicos era profetizar com harpas, alaúdes e címbalos (1 Cr 25.1). Esperava-se uma mensagem de Deus na e através da música! Esta prática é pouco ministrada e vista atualmente, mas é a perfeita vontade de Deus que músicos e cantores usem seus instrumentos para profetizarem com unção e poder. Já temos muitos artistas da música; precisamos urgente de profetas da música.

A música na igreja deve ser um ministério espiritual; um serviço espiritual prestado ao Senhor, e não apenas um passatempo para encher espaço no culto, no lar, no trabalho; ou uma mera demonstração de técnica e arte.  SERÁ que nossos cânticos e nossa música são mesmo “música de Deus”, como está escrito em 1 Cr 16.42? SERÁ que nossos instrumentos de música são mesmo “instrumentos músicos do Senhor”, como está escrito em 2 Cr 7.6?

A música ungida por Deus: 1) Aguça a meditação nas coisas do céu; 2) Abre o coração fechado e eleva-o a Deus; 3) Leva-nos à devoção a Deus; isto é, aproxima a alma de Deus; 4) Fortalece a fé em Deus; 5) Faz a alma prorromper em gratidão a Deus; 6) Desperta a consciência quanto ao pecado; 7) Transmite uma mensagem divina ao pecador e ao crente; 8) Gera um profundo desejo de maior santificação; 9) Glorifica a Deus; 10) Afugenta a tristeza e acalma 0 espírito; 11) Consola e fortalece; alegra e entusiasma. Se a música que você ouve, canta, toca e gosta, não produz nada disto, jogue-a fora enquanto é tempo, antes que ela jogue você!

A música permeia o Novo Testamento que começa com O “Magnificat”, de Maria (Lc 1.46-55); O “Benedictus”, de Zacarias (Lc 1.67-79); O “Glória in Excelsis” dos anjos, na noite do natal de Jesus (Lc 2.14); e o “Nunc Dimittis”, de Simeão (Lc 2.29-32). Outros exemplos de cânticos e louvores no NT: Fp 2.6-11; Ef 5.14; 1 Tm 3.16; 2 Tm 4.18; Ap 4.11; 5.9-10; 15.3

A música fez parte do ministério e da vida Jesus que na noite da Páscoa, à sombra da cruz, cantou um hino, Mc 14.26; Mt 26.30. Sem dúvida era o “Hallel”, que os jueus cantavam durante a Páscoa, isto é, os Salmos 113 a 118.

A música tem como finalidade na igreja: preparar os corações para a mensagem da Palavra de Deus (2 Rs 3.15,16; 1 Sm 10.5; Sl 149.6), propiciar a manifestação da glória divina no ambiente (2 Cr 5.12-14), trazer vitória sobre os inimigos existenciais (2 Cr 20.21,22), trazer libertação divina (At 16.25,26) e fortalecer a fé do crente (Rm 4.20).

            A música cristã precisa de três coisas essenciais: mensagem bíblica (Sl 149.6). Ela está primeiramente na letra, mas também na música do hino; simplicidade (2 Cr 5.13; 20.21; Sl 136.1-26). Por que complicar o que Deus tronou simples?; e conforto espiritual (1 Sm 16.23).

 

CONCLUSÃO: O trabalho dos levitas é muito importante e cada vez mais deve ser ensinado, tirando a falsa ideia de que apenas músicos são levitas. Os levitas separados por Davi para servirem na casa do Senhor eram quase quarenta mil, contudo, apenas cerca de 3.600 eram músicos ou cantores. Há uma imensa deficiência de levítica na igreja atual. Todos são levitas e não tem consciência disso. Não há nada melhor do que ter verdadeiros levitas trabalhando na casa do Senhor em todos os departamentos. Os levitas eram leais, dispostos, peritos, unidos e abraçavam a visão do ministério completamente.

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