SIMPLES COMO DEUS

Em toda a Escritura Deus insiste em mostrar-se simples. Sempre busca maneiras simples de se manifestar, de se revelar ou de se fazer conhecer.

Ele é simples na criação de todas as coisas quando, mesmo do nada, leva seis dias para criar o que poderia fazer em milésimo de segundos, usando apenas a sua Palavra.

É simples na solução de grandes problemas, como quando providencia cobertores de folhas de figueiras para cobrir os pecados introduzidos na humanidade como resultado da desobediência de Adão e Eva.

É simples na escolha de homens e mulheres que seriam, além de grandes personagens da Bíblia, seus instrumentos de revelação no tempo e na história, tais como Abraão, Moisés, Jacó, etc. Gente sem nenhum pedigree, mas que nas suas respectivas simplicidades entraram na galeria dos heróis da fé e se fizeram personagens “dos quais o mundo não era digno deles”.

É simples na seleção dos instrumentos pelos quais fez grandes maravilhas, à exemplo do cajado de Moisés, da queixada de jumento nas mãos de Sansão, das cinco pedras de Davi, da simples capa de Elias, entre outros.

Esta simplicidade mostra-se absurdamente chocante quando da sua revelação maior, mas completa e perfeita à humanidade. Para isso Ele escolhe tornar-se carne, homem, humano, limitado, esvaziado de sua glória. Na pela de Jesus de Nazaré a simplicidade divina torna-se mais palpável, real e imitável.

Nasce numa manjedoura, cresce numa vila humilde, lidera homens dos mais simples que poderia arregimentar por aquelas bandas, ministra de vila em vila, não possui nenhum bem material, nem um albergue de repouso – neste sentido, segundo ele mesmo, para uma raposa ou uma ave havia mais estabilidade e repouso.

Enfim, o Deus da Bíblia e da História é um Deus simples!

Então, de onde vem este “Deus” complicado, exigente, cheio de mistérios? De onde vem este “Deus” dos tele evangelistas hodiernos? De onde vem este “Deus” que para alcançar seus benefícios deve-se fazer várias campanhas, votos, sacrifícios, correntes e barganhas? Sem sombra de dúvidas, este “Deus” vem do cristianismo de Constantino, produzido a partir do IV século; não das sagradas Escrituras.

Desde então se vem produzindo um “Deus” inacessível, misterioso, unicamente transcendente e complicado de se entender. Por esta razão, tudo o que vem dele torna-se igualmente mais difícil: a salvação depende de obras; as bênçãos de sacrifícios de barganhas; a comunhão de ponto de contatos; o culto de lugar fixo; a adoração de coreografias estereotipadas e a experiência de visibilidade.

Não! O meu Deus é simples!

Recuso-me a seguir este “Deus” dos crentes hodiernos.

Tomo a ousadia de te convidar a fazer par comigo nesta renúncia. Abandone de imediato este “Deus” pagão e cristianizado, que nem mesmo Constantino imaginava que se tornaria assim.

Aceite o meu convite; e sigamos ao Deus simples que nos convida a sermos simples  na simplicidade do Evangelho do Reino.

É simples assim!

Adriano Moreira

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